Ferramentas do eletricista, quais adquirir?

 

Na lista de ferramentas para eletricista, qual não pode faltar? Você alguma vez já se fez esta pergunta? Seja você um eletricista montador, eletricista predial ou outro, neste artigo vamos falar qual é o kit de ferramentas ideal e mostrar como o uso das ferramentas corretas é muito importante para desempenhar um bom trabalho. Vamos lá pessoal!

Para trabalhar com eletricidade é necessário contar com diversas ferramentas! É importante conhecer a utilização destes equipamentos para não investir em algo que quase não irá usar ou pior ainda, deixar de comprar uma ferramenta que será muito útil diariamente. Na sequência deste artigo, vamos mostrar quais as principais ferramentas que o eletricista deve ter.

Ferramentas para eletricista: Como escolher?

A lista que vamos apresentar inclui ferramentas quase que obrigatórias e algumas de uso mais específico, mas que é de grande serventia para o eletricista. Analise bem a sua área de atuação e o tipo de serviço que costuma realizar, certamente vai perceber que algumas ferramentas são muito mais importantes que outras, observe bem quais são as prioridades.

Ferramenta eletricista: Chave de fenda

Esta talvez seja a ferramenta mais utilizada pelo eletricista e pode ser encontrada quase que em todas as residências. Seja eletricista ou não, a maioria das pessoas possui uma chave de fenda exatamente pela grande utilidade dela. Para os profissionais que trabalham com instalações elétricas, é muito importante ter pelo menos duas chaves de fenda, uma pequena que servirá para os pequenos parafusos que são utilizados para prender fios em terminais de interruptores e tomadas por exemplo, e uma grande que será usada em parafusos maiores que atuam na fixação dos interruptores por exemplo.

Ferramenta eletricista: Chave Philips

Além das chaves de fenda, é indispensável contar com uma chave Philips, visto que muitos dispositivos elétricos como os disjuntores e vários aparelhos eletrodomésticos possuem componentes presos com parafusos Philips. Muitos profissionais utilizam a chave de fenda nestes parafusos e por mais que possa funcionar no primeiro momento, a utilização de uma chave inadequada irá danificar o parafuso e comprometer a sua eficiência.

 

Ferramenta eletricista: Furadeira

As furadeiras elétricas são ferramentas de extrema importância para o eletricista. Neste aspecto, além da furadeira de qualidade, você precisará de um bom jogo de brocas para metal e para cimento. Existem no mercado vários modelos e tipos de furadeira, na imagem abaixo está a furadeira S8010 fabricada pela Starrett que é um ótimo equipamento. Na hora de comprar a furadeira, observe bem as especiações de cada modelo e não compre pensando apenas no menor preço, já que isso pode se tornar caro no futuro.

 

Furadeira S8010 da Starrett

 

 

Ferramenta eletricista: Alicate de corte lateral

Essa ferramenta é muito útil para cortar os fios e ter um alicate pequeno com cabo isolado é indispensável para os trabalhos com eletricidade. Sendo assim, ter em mãos um alicate de corte pode te ajudar em várias outras tarefas relacionadas com as instalações elétricas.

 

Ferramenta eletricista: Alicate de ponta fina

Este equipamento pode ser útil quando você precisar dobrar ou puxar pontas de fios por exemplo. Também são ótimos para quando o eletricista precisar segurar partes de algum componente em uma determinada posição.

 

Ferramenta eletricista: Alicate desencapador de fios

Esta dica se assemelha com a da utilização da chave Philips, vários eletricistas usam outros tipos de alicates para descascar os cabos e isso não é correto. A ferramenta especifica para desencapar os fios é de fácil utilização e além de garantir um resultado eficaz, evita danos nos cabos que podem causar problemas graves futuros.

 

Ferramenta eletricista: Lima

O uso de uma lima pode ser de grande serventia em diversos trabalhos como por exemplo, remover a oxidação em uma peça de metal ou acertar uma superfície para utilidades diversas. O indicado é que o eletricista disponha de uma pequena e uma grande. Na imagem abaixo você pode ver uma lima da linha da Starrett, estas limas são materiais de ótima qualidade e que certamente irá atender as suas necessidades.

 

Conheça a lima para eletricista da Starrett

 

Ferramenta eletricista: Sonda

A sonda que também é conhecida como arame de passar fios, é um equipamento indispensável no kit de ferramentas do eletricista. A sonda é composta por um arame de aço que foi fabricado para percorrer facilmente dentro dos eletrodutos, ela é usada para passar os fios que serão usados em uma instalação elétrica.

 

Ferramenta eletricista: Multímetro

Outro equipamento indispensável para o bom eletricista é o multímetro. As diversas utilidades e o seu preço relativamente baixo justificam o investimento! Para você ter ideia da importância desta ferramenta, ela serve para testar praticamente todos os aparelhos que funcionam com eletricidade, além é claro da instalação em si.

 

Ferramenta eletricista: Arco de serra

O arco de serra também é importante para os trabalhos de corte e preparação de certas partes metálicas. Atualmente no mercado existe também o mini arco de serra como este da imagem abaixo, eles são fabricados pela Starrett e desempenham diversas funções que o arco de serra comum não consegue como cortes em profundidade por exemplo. Portanto, o ideal é que o eletricista tenha no kit tanto o arco de serra comum, quanto o mini arco de serra.

 

Conheça o mini arco de serra da Starrett

 

Ferramenta eletricista: Fita isolante

É impossível imaginar um eletricista que não tenha um rolo de fita isolante em sua caixa de ferramenta não é mesmo? Exatamente, esse equipamento não pode faltar em hipótese alguma no dia a dia do eletricista. Existem vários tipos e cores e a sua utilização pode variar, então pesquise bem qual é o tipo mais adequado para a atividade que irá realizar.

Além das ferramentas citadas, o eletricista pode contar com várias peças que são comuns nos trabalhos. Dentre elas podemos citar tomadas, interruptores, lâmpadas, fusíveis e etc. Quanto mais equipamentos você tiver, menores serão os imprevistos e maior será o seu campo de atuação.

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Fonte: Mundo da Elétrica

 

Escolha e Instalação de Porcelanatos: [Guia completo]

 

No post de hoje, falaremos sobre a escolha e instalação de porcelanatos. Embora possa parecer simples, veremos o passo a passo desse processo, onde serão apontados alguns detalhes importantes que fazem toda a diferença no acabamento final.

 

Entendendo o que é o porcelanato

O Porcelanato nada mais é que uma cerâmica de alta densidade. Ela é composta a partir da combinação de quartzos, argilas e outros materiais. Esses materiais são aquecidos a altas temperaturas de até 1.300 °C e submetidos a um processo de compactação, modelagem e secagem.

 

 

Ao final deste processo de compactação e modelagem, chega-se ao resultado de um material mais homogêneo e denso. Com aproximadamente 15 mm de espessura, altamente resistente ao desgaste de trafego de pessoas. Além de uma superfície menos porosa com baixo índice de absorção de água.

Deste modo, o porcelanato apresenta grandes vantagens se comparado às cerâmicas convencionais.

 

 

Características do porcelanato

O porcelanato tem uma resistência três vezes maior que às cerâmicas comuns, por sua densidade e resistência à riscos e desgastes, em geral. Dessa forma, apresentando uma vida útil mais prolongada.

A escolha pelo porcelanato dá-se principalmente pela baixa absorção de água, por ser menos poroso, sua praticidade na hora da limpeza e sua durabilidade.

Por conter essas características de resistência, durabilidade e praticidade, ao adquirirmos esse revestimento, prolongamos o tempo de realizar manutenções ou reformas.

Se algum dia tiver a oportunidade, repare no chão que você pisa. Se a cerâmica apresentar manchas de uma peça para outra, com certeza estará diante de uma cerâmica de baixa qualidade. Que contribui com uma possível infiltração no vizinho de baixo. Essas manchas mostram que a cerâmica utilizada está absorvendo a água.

Agora que já sabemos a composição do porcelanato e algumas das vantagens sobre às cerâmicas convencionais, devemos analisar o tipo de acabamento do porcelanato e a indicação para cada ambiente.

 

As 3 principais opções de porcelanato

 

PORCELANATO POLIDO

São as cerâmicas que recebem polimento, produzindo superfícies extremamente lisas e proporcionando um alto brilho para o revestimento.

A escolha desse tipo de porcelanato faz toda a diferença no acabamento de sua residência. São extremamente práticos na hora da limpeza, onde uma passada de pano é mais que suficiente para a higienização. É indicado para áreas íntimas ou áreas secas, como salas e dormitórios. Os mais comuns são os mais claros ou os que imitam mármore.

 

 

PORCELANATO ACETINADO

Sua superfície possui um brilho leve e discreto. Em seu acabamento possui uma textura suave e sedosa, muito confortável para todos os pisos das áreas molhadas (banheiro, cozinha e lavanderia) e áreas secas (salas e dormitórios). Também é muito prático na hora de limpar e sua leve porosidade garante segurança de quedas e de escorregamentos. Ultimamente os mais utilizados são os pisos com acabamentos cimentícios, chamados de pisos de cimento queimado.

 

 

PORCELANATOS EXTERNOS

São cerâmicas com alta porosidade, capazes de gerar grande aderência em ambientes externos, que estão sujeitas às intempéries da natureza. Possuem um aspecto rústico em sua superfície, minimizando os riscos de acidente. Existem modelos amadeirados, que imitam folhas de madeira. É indicado para pisos de quintais e garagens.

 

 

Qual tamanho escolher?

É de suma importância a contratação de um arquiteto para a realização de um bom projeto. Pois, baseado em seus conhecimentos, ele irá orientar as escolhas de forma adequada. Fundamentado em seus conhecimentos técnicos e nas necessidades do cliente, determinando assim o sucesso do resultado final.

Na criação do Layout e da planta de piso, será identificado as vantagens e desvantagens da escolha do tamanho do porcelanato. Após essa análise, será estabelecido a melhor alternativa que melhor se adéqua ao projeto, contemplando questões estéticas, como paginação e recortes do piso, como as especificações técnicas de densidade, resistência e durabilidade.

Por exemplo, de acordo com uma paginação proposta, o projeto indica a quantidade de recortes necessárias próximo as portas, esquadrias e paredes de divisão. A melhor recomendação é aumentar ou diminuir o tamanho do piso, para que esses recortes se ajustem melhor a esses obstáculos. Os tamanhos mais utilizados são os de 60x60cm e 90x90cm.

Veja na imagem a seguir um exemplo de duas paginações. Note que nesse exemplo, a melhor opção é o de 60x60cm, pois o número de recortes é menor e não será preciso moldar tanto a peça, evitando quebras e perdas desnecessárias.

 

 

Processo de instalação do porcelanato

É importantíssimo essa fase de planejamento, pois irá influenciar no resultado final da obra. Um piso ruim e desnivelado influencia no acabamento do ambiente, e em alguns casos, deixa com um aspecto feio e inadequado o encontro do piso com o revestimento utilizado na parede.

A seguir mostraremos o passo a passo do processo de averiguação da qualidade do contra piso que receberá o porcelanato.

Dica: Consulte e contrate um arquiteto para que ele os acompanhe na vistoria da entrega das chaves do imóvel. Além de ser habilitado para projetar e reformar, este profissional é altamente qualificado para reconhecer defeitos e imperfeições deixados pela construtora, ou antigo proprietário, no qual passam despercebidos ou são omitidos. Com um check list, trena, esquadro e um nível a laser, ele irá direcionar essa verificação, evitando futuramente reparos desnecessários na reforma. Assim, você iniciará o processo da obra com um bom planejamento.

 

Passo 1: Nivelamento do contra piso

Seja com uma mangueira ou nível a laser, o ideal é descobrir nessa fase as imperfeições do contra piso. O arquiteto consegue prever um nivelamento de contra piso, caso a diferença seja grande de um canto para outro no mesmo ambiente. Se as imperfeições forem mínimas, é possível obter o nivelamento do piso, trabalhando com a espessura da argamassa utilizada para instalação do porcelanato.

 

 

Passo 2: Impermeabilização das áreas molhadas

Áreas molhadas são todos os ambientes que recebem uma grande incidência de água, como os banheiros, cozinha e lavanderia.

Esses ambientes necessitam de impermeabilização no contra piso. O impermeabilizante é a segurança e garantia de que um piso bem instalado e rejuntado, com uma aplicação correta, não sofrerá infiltrações nem irá danificar o forro do vizinho debaixo.

As marcas mais conhecidas e utilizadas são: Viapol, Quarzolit, Bautech e Sika.
Todas essas marcas trabalham com impermeabilizantes com bi componentes (pó e líquido) onde você mistura os dois componentes e tem o produto final para aplicar.

A maioria das marcas trabalha com as linhas 1000, indicadas para áreas molhadas de ambientes internos, a linha 5000, especificada para caixa d’ água de alvenaria externa, e também a linha 7000, indicadas para cisternas e piscinas. Utilizaremos a linha 1000, que é mais que suficiente para impermeabilizar a cozinha, lavanderia e banheiros.

O processo de aplicação de impermeabilizante líquido dura aproximadamente 2 dias, onde se aplica de 3 a 4 demãos do produto, de acordo com a especificação de cada fornecedor.

A primeira aplicação deve ser feita em um único sentido. É importante respeitar o tempo de cura e secagem do produto, especificado na embalagem. Geralmente o intervalo é de 3 a 4 horas, em cada demão.

Na segunda demão aplicaremos o impermeabilizante no sentido contrário ao da primeira, e assim sucessivamente. A ideia é criar uma malha de proteção nesse contra piso.

 

 

No banheiro o processo deve ser o mesmo. É necessário proteger o piso e as paredes, considerando o fato de que o chuveiro joga uma grande quantidade de água nas paredes, ou apenas os respingos de água. Portanto, é comum aplicar o impermeabilizante nas paredes a uma altura de aproximadamente 1,20m, e por precaução aplicar no nicho do box, que será revestido com granito ou o próprio porcelanato.

 

Passo 3: Escolha e aplicação de argamassa para porcelanatos

São esses os 3 tipos de composição de argamassas disponíveis no mercado: Argamassa AC1, AC2 e AC3. A argamassa AC1 é recomendada para cerâmicas comuns. Pois, elas trabalham com a colagem mecânica, ou seja, a grande porosidade do piso permite a absorção de elementos como cimento. Que produz a liga entre a massa e os poros da cerâmica, grudando-o no piso.

A escolha ideal para a instalação do porcelanato é a argamassa AC2 e AC3. Pois, em sua composição há vários tipos de polímeros, que trabalham e reagem perfeitamente com a superfície de colagem do porcelanato. Esse processo de colagem acontece através de reações químicas. Onde os polímeros existentes nessa massa, criam a liga necessária entre o porcelanato e o piso.

 

 

Aplique argamassa com uma desempenadeira dentada, em sentido único. Ela produzirá frisos de respiro, que são responsáveis por não deixar que bolhas de ar permaneçam entre o porcelanato e a massa. Dessa foma, evitando que ele fique oco em alguns pontos.

 

 

Passo 4: Saída do piso

O ideal é que a primeira peça seja instalada, no canto do ambiente, geralmente atrás das portas. Assim os recortes ficarão todos para o canto oposto, pois, recortes desses cantos quase não aparecem.

Se pensarmos em um dormitório como exemplo, a cama, cabeceira, criados mudos e armários, certamente esconderão esses recortes. Assim o que fica visível é a peça inteira, deixando o ambiente mais bonito.

 

 

Passo 5: Espaçamento de piso

Existem vários tipos de espaçadores para pisos e revestimentos, e eles variam em formato, espessura e função.

Dica: É importante seguir as recomendações de espaçamento do porcelanato. Essas informações estão indicadas na caixa do revestimento. E por que é tão importante respeitar essa indicação? Porque, o fabricante está garantindo que seu piso não terá problemas.

Embora não seja perceptível, toda estrutura sofre pequenas dilatações. Sob a influência da variação de temperatura, ocorrem movimentos, sendo necessários pequenos espaços para que não ocorra danos causados pela força de compressão, e nem fissuras e rachaduras pela contração do piso.

O espaçamento mínimo mais indicado é o de 2mm, siga essa indicação e não terá nenhum problema

Espaçadores em cruz ou “x” são os mais comuns e mais utilizados. Atualmente existem no mercado um outro modelo, que além de separar ele ajuda a nivelar o piso pela superfície, travando um ao outro.

 

 

Passo 6: Rejunte

Antes de começar a aplicação, o porcelanato deve estar totalmente limpo e sem qualquer tipo de poeira. Isso porque o rejunte possui uma porcentagem de umidade e adere facilmente qualquer tipo de sujeira.

O rejunte tem o objetivo inicial de evitar fissuras e infiltrações. Existem vários tipos de rejunte, sendo os mais utilizados:

Rejunte flexível: material bi componente, que depende da adição de água para se ter a liga composta. Ele tem acabamento áspero e não possui a propriedade de proteger contra mofo;
Rejunte acrílico: massa já preparada para aplicação, possui acabamento liso e tem a capacidade de proteger contra mofo;
Rejunte epóxi: material bi componente, depende da adição de catalisador para se ter a liga composta, também tem o acabamento liso e tem a capacidade de proteger contra mofo.

O mais indicado para porcelanato em áreas secas, como sala e dormitórios, é o rejunte flexível. Já o rejunte acrílico é mais indicado para porcelanatos em áreas molhadas como cozinha, lavanderia e banheiros.

Ambos têm o mesmo período de secagem, entre 2 e 3 horas a secagem parcial, e 24 horas para a secagem definitiva.

 

 

Após a secagem parcial, é possível iniciar a limpeza de excesso do rejunte. O mais recomendável é utilizar um bloco de espuma úmida para limpar a superfície onde o rejunte foi aplicado.

 

 

Após essa primeira limpeza, utilizar pano úmido para limpeza final.

 

Dica: Fique de olho se o pedreiro também calafeta com rejunte os espaços deixados entre o porcelanato e a parede. Embora a função de proteger esse espaço seja do rodapé, não custa nada ter um cuidado maior e proteger esses espaços também.

 

Pronto para fazer a escolha e instalação de porcelanatos?

Agora que você já sabe o passo a passo para a melhor forma de escolha e instalação de porcelanatos, de acordo com cada ambiente, é só colocar em prática tudo o que ensinamos nesse post.

Se ainda tiver dúvidas, estamos à disposição para esclarecer dúvidas. Ou até mesmo fazer esse serviço para você. Consulte-nos!

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Fonte: Studiotec